
A Terapia Ocupacional é o tratamento das condições de saúde que afectam o desempenho das pessoas, em qualquer fase da vida, através do envolvimento em actividades significativas. O objectivo da terapia ocupacional é de proporcionar às pessoas o seu nível máximo de funcionalidade e de independência nas ocupações em que desejam participar.
AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO
O Terapeuta Ocupacional avalia as funções sensoriais, perceptivas, físicas e sociais do indivíduo, bem como os factores ambientais que influenciam o seu desempenho nas actividades; identifica as áreas de disfunção, para envolver o indivíduo num programa estruturado de actividades significativas, de forma a ultrapassar as dificuldades proporcionadas pela sua condição de saúde. As actividades seleccionadas são de acordo com as necessidades pessoais, sociais, culturais e económicas e reflectem os factores ambientais que orientam a vida do indivíduo.
AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO EM TRÊS NÍVEIS: na pessoa, na ocupação e no ambiente.
Na pessoa, o terapeuta avalia as capacidades, as limitações e os riscos que possam existir a nível físico, cognitivo, afectivo e/ou social. Intervém para desenvolver competências, restaurar funções perdidas e/ou prevenir disfunções, através do uso de técnicas e procedimentos específicos, ou para compensar funções que não podem ser recuperadas, através da utilização de ajudas técnicas e/ou tecnologias de apoio.
Na ocupação, o terapeuta analisa quais as exigências ao nível físico, cognitivo, afectivo e/ou social, para que as ocupações possam ser desempenhadas com sucesso. Intervém, graduando a ocupação, através de procedimentos e equipamentos específicos, de forma a adaptá-la às necessidades da pessoa.
No ambiente, o terapeuta avalia de que forma este pode contribuir para a função ou disfunção ocupacional, se o ambiente facilita ou inibe o envolvimento da pessoa nas ocupações. Para tal, identifica o suporte/apoio e as exigências que os espaços e/ou equipamentos, as pessoas e a cultura, que fazem parte do ambiente da pessoa, lhe colocam no desempenho das suas ocupações. Intervém, modificando os ambientes físicos, social e atitudinal de forma a remover barreiras e fomentar os aspectos facilitadores da participação em ocupações.
INTERVENÇÃO EM PEDIATRIA
A intervenção de um Terapeuta Ocupacional em pediatria pode abranger problemas diversos nos componentes sensório-motores, cognitivos, psicológicos e psicossociais, nas diferentes áreas de desempenho (Actividades da Vida Diária, Produtivas e de Lazer).
O Terapeuta Ocupacional pode intervir junto de crianças e/ou adolescentes com problemas diversos a nível do desenvolvimento psicomotor, deficiências ou síndromes específicos e que impossibilitem um bom desempenho ocupacional.
INTEGRAÇÃO SENSORIAL
A Integração Sensorial é uma técnica que ajuda a criança a organizar a sensação do próprio corpo e do ambiente e, assim, torna possível usar o corpo de uma forma efectiva no meio envolvente. Materiais utilizados: piscina de bolas, bolas, rolos, colchões, cunhas, tapetes, materiais com texturas, coloridos e sonoros e equipamentos suspensos como os baloiços e a rede de cama elástica.
TRATA AS SEGUINTES DISFUNÇÕES:
• Dispraxia, ou dificuldade em fazer o planeamento motor, associado à pobre
discriminação táctil, o que se pode designar por Dispraxia Somatosensorial
de base;
• Pobre Integração Bilateral associada à disfunção vestibular-proprioceptiva
e a um pobre mecanismo ocular-postural, o que se pode designar por
disfunção de Integração Vestibular Bilateral;
• Defesa Táctil ou Reacção de Aversão ao ser tocado, por vezes associado
a agitação motora e distractibilidade;
• Pobre Percepção da Forma e do Espaço (visual e táctil);
• Disfunção Auditiva e da Linguagem.
RESULTADOS POSITIVOS EM CRIANÇAS COM:
• Hiperactividade;
• Dificuldades de aprendizagem;
• Atrasos no desenvolvimento psicomotor;